quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DESPEDIDA (Elegia á Noemia) - Sarah de Oliveira Passarella


DESPEDIDA (Elegia á Noemia)
A essência me trouxe, a vida me levou!
Amanhã volverei a matéria que me criou,
ao grande começo no meu tempo eterno,
ao ventre de células, das origens...
Ao ciclo dos mistérios...
Descansarei meu corpo á sombra dos ciprestes.
Meu coração - sentinela da vida
cessará seu sopro- Definitivamente!
Minha alma equação serena, leve, livre, volátil
reinará no espaço absoluto.
Serei pó da estrada, sombra a beira do caminho.
*
Estarei sempre presente
na saudade vazia dos que ficaram.
Continuarei vagando por iluminados sonhos,
nas nuances de lembranças esquecidas,
no viço das sementes germinadas.
Meu corpo esmaecido, sem vida descança
em horas serenadas de poesia e luares.
O amor que vivi não será imiscuido pela saudade.
Encontrarei a chave da nova morada
e dormirei para sempre, no silêncio dos silêncios...
Adeus!
*
Sarah de Oliveira Passarella

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